Foto: Comunicação Malai Manso Resort
A sustentabilidade deixou de ser discurso no turismo e passou a influenciar decisões de compra, especialmente no corporativo. Empresas, organizadores de eventos e o próprio viajante estão mais atentos a critérios ambientais, sociais e de governança. Nesse cenário, empreendimentos que conseguem comprovar suas práticas ganham vantagem competitiva.
É nesse contexto que o Malai Manso Resort Yacht Convention & SPA anuncia a recertificação ESG Pulse, consolidando sua posição como um dos principais cases de turismo sustentável no Brasil.
Localizado às margens do Lago do Manso, na Chapada dos Guimarães, o resort alcançou nota geral de 77,6 e foi classificado no nível Transformador. Trata-se de um estágio em que o ESG deixa de ser prática isolada e passa a integrar a estratégia do negócio.
ESG como estratégia e não mais diferencial
A certificação segue critérios alinhados à ABNT PR 2030, que avalia de forma estruturada os pilares ambiental, social e de governança.
No caso do Malai, o destaque foi o eixo de governança, com nota 84,8, posicionando o empreendimento como referência dentro da categoria resort hotel.
Para Tatiana Pacheco, COO da ESG Pulse, o reconhecimento vai além da pontuação. “A metodologia se baseia na rastreabilidade. Ou seja, o que a empresa declara precisa ser comprovado. Isso fortalece a reputação e amplia a confiança do mercado”, explica.
Ela ainda reforça o nível de maturidade do resort. “O Malai demonstra práticas consolidadas e uma gestão estruturada. Estar no nível Transformador significa influenciar positivamente toda a cadeia do turismo.”
Operação sustentável integrada ao dia a dia
O desempenho do resort não é resultado de ações pontuais. Ele reflete uma operação estruturada, que incorpora sustentabilidade em diferentes áreas.
Entre as iniciativas estão o uso de energia de fonte renovável, sistemas de eficiência energética e gestão de resíduos com coleta seletiva e compostagem. O monitoramento de desperdício de alimentos também faz parte da rotina, assim como o incentivo a práticas conscientes entre colaboradores e hóspedes.
O empreendimento ainda investe em reflorestamento com espécies nativas e mantém parcerias com comunidades locais, reforçando o impacto social da operação.
Esse conjunto de ações cria um modelo equilibrado entre preservação ambiental, geração de valor social e governança corporativa.
Vantagem competitiva no mercado de eventos
A certificação ESG Pulse também fortalece o posicionamento do resort no segmento corporativo, especialmente no mercado de MICE.
Segundo Ricardo Gouveia, diretor comercial, a demanda por fornecedores alinhados a práticas ESG cresce de forma consistente. “As empresas estão mais criteriosas. A certificação posiciona o Malai de forma estratégica para atender esse público com credibilidade”, afirma.
O resort abriga o maior centro de eventos em um resort all inclusive do Centro-Oeste, o que amplia sua competitividade frente a destinos tradicionais.
Esse movimento acompanha uma tendência clara. Empresas buscam locais que combinem infraestrutura, experiência e responsabilidade ambiental.
Experiência do hóspede também evolui
A sustentabilidade no Malai não está restrita à operação. Ela também impacta diretamente a experiência do hóspede.
Para Dairon Grandi, diretor de operações, o conceito já faz parte da essência do produto. “A sustentabilidade está presente na jornada do hóspede. Conseguimos oferecer contato com a natureza sem abrir mão do padrão de serviço”, destaca.
Esse equilíbrio entre conforto e consciência ambiental vem sendo cada vez mais valorizado pelo público.
Além da ESG Pulse, o resort também possui o selo Conselho Global de Turismo Sustentável, por meio do EcoCheck, ampliando sua aderência às melhores práticas internacionais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O que esse movimento revela para o turismo
O avanço do Malai Manso reforça uma mudança estrutural no setor. Sustentabilidade não é mais atributo complementar. É critério de escolha.
Empreendimentos que conseguem comprovar suas práticas, com métricas e certificações, tendem a ganhar espaço, principalmente no corporativo.
Para destinos fora do eixo tradicional, como o Centro-Oeste, esse posicionamento abre oportunidades relevantes. A combinação de natureza, estrutura e ESG cria um produto competitivo no cenário nacional.
Ao mesmo tempo, o movimento pressiona o mercado. Quem não evoluir nesse tema tende a perder relevância nos próximos anos.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
O Malai Manso mostra que o ESG deixou de ser tendência e virou requisito. Especialmente no MICE, a escolha de fornecedores passa cada vez mais por critérios de sustentabilidade comprovada.
Para o trade, a oportunidade está em integrar esses produtos às estratégias comerciais. Resorts com certificação ganham força em eventos corporativos, incentivos e até no lazer de alto padrão.
O mercado está mudando. E quem conseguir traduzir sustentabilidade em experiência real terá vantagem competitiva clara.

